
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os Estados Unidos monitoram 41 pessoas por possível exposição ao hantavírus após o surto registrado a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (14) pelo CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) do país.
Inicialmente os EUA monitoravam 18 passageiros repatriados. Na segunda-feira (11), autoridades do país disseram que 17 cidadãos americanos e um britânico com dupla nacionalidade haviam sido levados das Ilhas Canárias, na Espanha, para os EUA, após a identificação do surto.
O aumento do número de pessoas monitoradas se deve à necessidade de rastrear contatos indiretos ligados ao surto. Segundo o CDC, estados como Geórgia, Texas, Arizona, Califórnia, Virgínia e Nova Jersey acompanham pessoas que desembarcaram anteriormente do navio na costa africana ou que podem ter sido expostas ao vírus durante deslocamentos.
“Os departamentos de saúde estaduais têm monitorado a situação diariamente, incluindo a verificação de sintomas e temperatura”, disse Brendan Jackson, especialista do CDC em patógenos de alto risco. A quarentena recomendada é de seis semanas.
Do grupo de repatriados, 16 pessoas foram encaminhadas ao Centro Médico da Universidade de Nebraska, que possui estrutura especializada para doenças infecciosas de alto risco.
Outras duas foram levadas para a Universidade Emory, em Atlanta. Segundo as autoridades, trata-se de um casal, e um dos passageiros apresentava sintomas. De acordo com o hospital universitário, o paciente sintomático está em uma unidade de biocontenção, enquanto o outro, assintomático, permanece sob observação.
No domingo (10), após o desembarque dos passageiros do navio, agências de notícias divulgaram que os americanos repatriados não seriam necessariamente colocados em quarentena, conforme havia dito uma importante autoridade de saúde.
A discussão ocorreu em meio a tentativas das autoridades de diferenciar quarentena obrigatória de monitoramento ativo. Segundo o governo americano, nem todos os indivíduos acompanhados estão isolados em unidades hospitalares, mas muitos receberam orientação para restringir contatos sociais e observar sintomas durante o período de incubação.
O surto no navio de cruzeiro está ligado à cepa Andes do hantavírus, a única com possibilidade de transmissão entre pessoas.
Diferentemente de outras cepas, geralmente transmitidas por contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados, a Andes pode se espalhar em situações de contato próximo e prolongado entre humanos, segundo autoridades sanitárias.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) confirmou na quarta-feira (13) oito casos da cepa Andes entre os passageiros do MV Hondius. Três pessoas que estiveram a bordo morreram.
A organização segue afirmando que é baixo o risco de uma pandemia global.
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