Segundo dados apresentados na coletiva desta terça-feira, 25, o perfil demográfico dos participantes da A segunda fase da atual etapa do Inquérito Sorológico promovido pela Secretaria de Saúde (Sesa) apontou que negros e pardos têm 30% menos de probabilidade de contrair a Covid-19 do que pessoas da raça branca.
Os dados mostraram ainda que, com relação ao perfil de idade dos participantes, os positivos são, em média, 2,7 anos mais jovens que os negativos e que entre os participantes com teste positivo houve predomínio nas faixas etárias de 20 a 39 anos e de 40 a 59 anos, e foi menor a probabilidade de teste positivo entre aqueles na faixa etária de 80 a 104 anos.
“A preparação para o inquérito é algo complexo, que envolve vários conhecimentos e campos da ciência. É um trabalho que envolveu profissionais da Sesa, da Universidade Federal do Espírito Santo, do Instituto Jones dos Santos Neves e colaborações de outras instituições capixabas para que os dados coletados pudessem ser precisos”, disse o subsecretário de Saúde, Luiz Carlos Reblin.
A médica infectologista Cristiana Costa Gomes, que conduziu a apresentação, falou sobre o aprendizado ao longo das seis etapas. “O inquérito nos ajuda a entender a doença, como se comporta na sociedade. Além do conhecimento científico, aprendemos um pouco também sobre a logística que uma pesquisa dessa precisa, com a utilização de tecnologias, o que foi extremamente importante para que pudéssemos trazer resultados com uma certa velocidade”.
Quanto à comparação realizada entre as seis fases do Inquérito, o médico Crispim Cerutti Junior explicou a diferença percentual das prevalências, sendo observada a diminuição entre a primeira e segunda fase. “Com a flexibilização maior das atividades, as pessoas estão ficando menos em casa. Temos hoje um percentual menor que no auge do primeiro inquérito, quando estávamos pegando mais universalmente a população”, afirmou.
Segundo Luiz Carlos Reblin, ao longo dos quatro meses de inquérito sorológico, o Estado possui resultados e uma gama de informações importantes para conhecer a Covid-19. “Esse conhecimento foi fundamental para que as equipes estaduais e municipais pudessem se apropriar dessa ferramenta para retratos do momento da pandemia. Vamos continuar fazendo os inquéritos e aperfeiçoar a forma de se coletar as informações. Vamos ter um formato para o Inquérito Escolar, estamos discutindo um formato para a população indígena e estamos apoiando um inquérito para a população prisional”, sinalizou.
A coletiva contou com a presença do subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin; do gerente de Vigilância da Sesa, Orlei Cardoso; e dos médicos infectologistas Cristiana Costa Gomes e Crispim Cerutti Junior, que fazem parte do grupo técnico de assessoramento ao Centro de Operações de Emergência da Covid-19 no Estado, os profissionais realizaram também uma apresentação do balanço acerca das seis fases dos inquéritos sorológicos, realizados no Estado. Para mais informações acesse https://saude.es.gov.br/Inquerito_Sorologico. (Weber Andrade com Secom/ES)











































































