
*Por: Afonso Souza Siqueira e Hebert Felisberto Rosa – Graduandos de Farmácia – Multivix
A automedicação é uma prática bastante difundida não apenas no Brasil, mas também em outros países, a qual compreende na utilização de medicamentos por contra própria. Utilizar plantas medicinais é uma prática milenar e tradicional na nossa cultura. Quem não tem uma erva cultivada no quintal de casa? Aquele famoso “chazinho” para combater ou auxiliar na recuperação da saúde! De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2011) aproximadamente 85% da população de países em desenvolvimento faz uso de plantas medicinais. É importante ressaltar que algumas plantas não apresentam eficiência nem segurança comprovadas, sendo necessário buscar informações confiáveis antes de utilizar qualquer produto.
Nos dias atuais, a prática de se automedicar continua cada vez mais cotidiana na sociedade. Segundo o Instituto de Ciências, Tecnologia e Qualidade (ICTQ, 2022), o número de pessoas que se automedicam no Brasil é de 89%, as razões pelas quais as pessoas fazem uso de medicamento sem orientação são inúmeras. A facilidade de acesso aos medicamentos, as propagandas desenfreadas, a falta de informação e necessidade de cura levam muitas pessoas a comprar medicamentos de forma indevida nas farmácias. Dentre os medicamentos mais procurados e utilizados pelos brasileiros, destaca-se os analgésicos, os antigripais e os relaxantes musculares.
Durante o período da pandemia do Covid-19, vivenciado nos últimos dois anos, pode-se evidenciar esta crescente busca pela cura e tratamento ocasionando o uso indiscriminado e a automedicação. Com receio de se contaminar pelo vírus SarsCov-2, nas unidades de saúde e hospitais, as farmácias passaram a ser muito frequentadas pela população em busca de orientações e tratamento.

Vale lembrar que é muito comum termos em suas casas uma “farmacinha”, com alguns medicamentos para serem utilizados em casos de dor, febre, inflamação e outros agravos. Porém, se utilizarmos de forma inadequado tais medicamentos, podemos comprometer a saúde ou mascarar o diagnóstico de uma doença na fase inicial. O paracetamol por exemplo, medicamento amplamente utilizado, quando associado ao uso de bebidas alcoólicas, pode ocasionar um quadro de hepatite medicamentosa, que compreende uma grave inflamação no fígado. Outro medicamento comum de se ter em casa é o AAS (Ácido Acetilsalicílico), que quando usado de forma indevida e incorreta pode ocasionar sangramento, devido sua ação antiplaquetária.
Agora que já evidenciamos os riscos que a automedicação pode ocasionar, sempre que tiver dúvidas referente a medicamento procure um profissional habilitado, sendo o farmacêutico, o profissional responsável pela atenção e assistência tendo o medicamento como foco. Ao adquirir seus medicamentos busque sempre seguir corretamente o tratamento prescrito e as orientações deste profissional. Medicamento é coisa séria, automedicar-se é um risco a sua saúde.
Por: Afonso Souza Siqueira e Hebert Felisberto Rosa – Graduandos de Farmácia – Multivix.








































































