O Espírito Santo registrou aumento de 69 mil pessoas empregadas no segundo trimestre de 2019. No entanto, 239 mil pessoas ainda estão desempregadas no Estado. Os dados são da Pesquisa Nacional de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) por unidades da federação, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta sexta-feira, 30.
A população desocupada, em relação ao trimestre anterior (de janeiro a março) diminuiu de 12,1% para 10,9% (abril, maio e junho), o que representa menos 20 mil desempregados no Estado. Comparado ao mesmo trimestre do ano passado, quando a taxa de desemprego era 12%, são menos 13 mil pessoas sem emprego.
Já a população ocupada foi estimada em 1,947 milhões de pessoas. São 69 mil a mais que no trimestre anterior e 107 mil a mais que no segundo trimestre de 2018.
De acordo com o IBGE, 3,24 milhões de pessoas estão aptas a trabalharem no Espírito Santo, ou seja, têm mais de 14 anos. Dessas, 2,187 milhões de pessoas estão na força de trabalho (trabalhando ou procurando emprego).
Outras 1,054 milhão estão fora da força de trabalho, sendo 78 mil com potencial para trabalhar. Nesse dado, 33 mil pessoas estão desalentadas: desistiram ou não procuram emprego e 3,3 milhões de desempregados procuram trabalho há pelo menos 2 anos, aponta o IBGE.
Salário – No Espírito Santo, o rendimento médio dos trabalhadores no segundo trimestre deste ano foi de R$ 2.111 e não apresentou variação significativa do trimestre anterior (R$ 2.197) ou do mesmo trimestre do ano passado (R$ 2.109).

No Brasil taxa de desemprego ficou
em 11,8% neste segundo trimestre
A taxa de desemprego do país recuou para 11,8% no trimestre finalizado em julho deste ano. Segundo dados da Pnad, a taxa é inferior aos 12,5% do trimestre encerrado em abril deste ano e aos 12,3% de julho de 2018.
A população desocupada ficou em 12,6 milhões de pessoas no trimestre finalizado em julho, 4,6% abaixo do trimestre encerrado em abril (menos 609 mil pessoas), mas estatisticamente estável em relação a igual período de 2018.
Já a população ocupada ficou em 93,6 milhões de pessoas e chegou ao maior número da série histórica, iniciada em 2012.
O contingente é 1,3% maior (mais 1,22 milhão de pessoas) do que em relação ao trimestre encerrado em abril e 2,4% superior (mais 2,22 milhões de pessoas) do que o trimestre finalizado em julho do ano passado.
Trata-se da quarta queda seguida na comparação com o mês anterior. Número de empregados sem carteira assinada, de trabalhadores por conta própria e de subocupados batem recorde.
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 11,8% no trimestre encerrado em julho, atingindo 12,6 milhões de pessoas, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Trata-se da quarta queda seguida na comparação com o mês anterior e da menor taxa de desemprego registrada no ano, representando recuo também em relação ao mesmo período de 2018, quando ficou em 12,3%. O desemprego, entretanto, ainda é maior que a registrada no trimestre encerrado em dezembro (11,6%).
O número de desempregados diminuiu 4,6% (menos 609 mil pessoas) em 3 meses e caiu 2% (menos 258 mil) em relação a igual período de 2018.
A população ocupada no país somou 93,6 milhões de pessoas em julho, o que representa um crescimento de 1,3% (mais 1,2 milhão de pessoas) em relação ao trimestre encerrado em abril. Trata-se também da maior população ocupada da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. Em 1 ano, o contingente de ocupados aumentou em 2,2 milhões de brasileiros, alta de 2,4%.
Os números do IBGE mostram, entretanto, que a recuperação do mercado de trabalho tem sido ditada sobretudo pelo aumento do trabalho informal e da subocupação.
“O desemprego está caindo porque há uma transferência para a subocupação. Ou seja, a redução da desocupação se dá pela ocupação em vagas subutilizadas”, resumiu o gerente da PNAD Contínua, Cimar Azeredo.
“A população ocupada é recorde, mas 42,3% dessa população é de trabalhadores informais”, completou. No mesmo trimestre do ano passado, os informais representavam 40,5% da população ocupada.

Trabalho sem carteira assinada e por
conta própria batem novo recorde
O número de empregados no setor privado sem carteira assinada subiu 5,6% em 1 ano, atingindo 11,7 milhões (mais 619 mil pessoas), maior valor já registrado pela pesquisa. Já o número de trabalhadores por conta própria aumentou 5,2% frente ao mesmo período de 2018, atingindo o recorde de 24,2 milhões (mais 1,2 milhão de pessoas).
“Desde o início da crise econômica, a inserção por conta própria vem sendo ampliada em função da falta de oportunidade no mercado formal. Um dos sinais de recuperação do mercado de trabalho, dada experiências em crises anteriores, é a redução desta forma de inserção, que atingiu o nível mais alto neste trimestre”, afirmou o gerente da pesquisa.
O número de empregados com carteira assinada ficou praticamente estável em julho, segundo o IBGE, reunindo 33,1 milhões de pessoas.
“Aquele avanço da carteira assinada que observamos no trimestre anterior não se repetiu. Tinha-se a expectativa de que ela seguiria crescendo. O que se confirma nessa divulgação é a redução da desocupação pela informalidade e pela subocupação”, avaliou Azeredo.
“Nas crises de 2003 e de 2008, o mercado de trabalho começou a se recuperar a partir da informalidade, que permitiu reaquecer o mercado e, gradativamente, aquelas vagas informais foram tendo a carteira assina. Mas essa crise de agora, além de já durar mais tempo que as anteriores, ela devastou muitos mais postos de trabalho”, disse o pesquisador.
A economia brasileira criou 43.820 empregos com carteira assinada em julho, segundo números divulgados na semana passada pelo Ministério da Economia. Os números oficiais mostram também que, nos sete primeiros meses deste ano, foram criados 461.411 empregos com carteira assinada – alta de 2,93% frente ao mesmo período do ano passado. (Agência Brasil)