Além de caro, o limão está em falta nos principais supermercados da cidade. A fruta, que está presente em quase todas as casas brasileiras e é usada no dia a dia para temperar saladas e carnes, fazer suco e até caipirinha, sumiu das prateleiras e, quando é encontrada, não sai por menos de R$ 7 o quilo.
No supermercado Cardoso, a fruta está custando R$ 9,95 e, na Casa do Cloro, 8,99, mas em outros supermercados, como o Nogueira e o Marken, não havia limão nesta quarta-feira, nem para remédio, como diz o ditado popular.
Na feira também quase não havia limão hoje e, o pouco que tinha era vendi a R$ 8 a dúzia. No Kilão do Gilmar, que funciona ao lado da feira o quilo do limão estava em R$ 6,98. Nos pequenos mercados da periferia, os proprietários dizem que não estão comprando mais limão porque não vale a pena. “O preço está muito alto e a perda acaba sendo grande”, reconehce um dono de mercadoinho no Campo Novo.
O empresário Ademilton Nogueira disse que a caixa da fruta está saindo por R$ 100 a R$ 120 no Ceasa/ES. “Eu tenho plantação de limão na roça, mas a falta de cuidados e a chegada da entressafra encerraram a produção rápido”, afirma ele, que diz conseguia comprar a caixa de 20 kg em Belo Horizonte, por cerca de R$ 80 a R$ 90.
O comerciante Gilmar, do Kilão do Gilmar, disse que em Barra de São Francisco e região não existe produção comercial da fruta. “Nós compramos de São Paulo, todo limão que vem para cá, vem de outros estados”, admite.
CRAVO – O limão taiti é praticamente o único limão “comercial” vendido em Barra de São Francisco e em todo o país. Mas, a região possui outro tipo de limão que custa bem mais barato e tem muito mais caldo. Trata-se do limão cravo, que é originário da Índia, mas adaptou-se muito bem ao Brasil.
No entanto, o seu sabor mais marcante, a fruta cheia de sementes e a cor alaranjada parecem não agradar à maioria dos consumidores. Mesmo assim, o produto – que também está em fim de safra – já está custando até R$ 4 a dúzia na feira livre.
O limão taiti é o mais fácil de ser encontrado de norte a sul do Brasil. Mas pode ser galego, cravo, siciliano. Esses e todos os outros tipos (são mais de 70) têm as mesmas propriedades nutricionais e terapêuticas. “Portanto, prefira aquele que estiver em maior abundância, mais bonito e barato no momento. E, claro, consuma-o ainda fresco, muito bem lavado e todos os dias”, recomenda o site Boa Forma. (Weber Andrade)











































































