
Segundo fontes ouvidas pela agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária iraniana, “não haverá negociações enquanto o bloqueio marítimo dos EUA aos portos iranianos continuar”.
A agência destacou, no entanto, que a troca de mensagens entre o Irã e os Estados Unidos, mediada pelo Paquistão, continuou nos últimos dias, após a primeira rodada de negociações realizada no último fim de semana em Islamabad, que terminou sem acordo — segundo Teerã — devido às exigências e ambições do lado norte-americano.
A informação surge depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter afirmado que negociadores americanos estarão na segunda-feira no Paquistão para iniciar conversas com o Irã, conforme publicou em suas redes sociais.
“Meus representantes irão para Islamabad, no Paquistão — estarão lá amanhã [segunda-feira] à noite, para negociações”, escreveu Trump na plataforma Truth Social.
Segundo a mesma publicação, os Estados Unidos irão propor “um acordo bastante justo e razoável”.
“Espero que aceitem, porque, se não aceitarem, os Estados Unidos vão arrasar todas as usinas elétricas e pontes no Irã”, ameaçou o líder norte-americano.
A Casa Branca informou, entretanto, que o vice-presidente JD Vance liderará a delegação dos Estados Unidos nas negociações com o Irã no Paquistão.
O Irã denunciou neste domingo que o bloqueio marítimo imposto pelos EUA é “ilegal” e “criminoso”.
A acusação ocorre após Teerã voltar a impor, no sábado, “controle rigoroso” no Estreito de Ormuz, impedindo a passagem de navios em resposta ao bloqueio americano — apenas um dia depois de ter anunciado a reabertura dessa rota, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
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