Há, porém, um “dever de casa” a ser feito para que este processo chegue a bom termo – caso contrário, o que poderia ser um celeiro de oportunidades acabará em uma fonte inesgotável de problemas ambientais, econômicos e sociais. Em uma expressão: temos que nos preparar para a era das grandes cidades.
Como fazer isso? Segue a “lista de tarefas”, elaborada pelos pesquisadores norte-americanos: planejamento de longo prazo, liderança visionária, descentralização a nível nacional, atribuição de maiores responsabilidades a nível local, sistema legal ágil e ferramentas mais eficientes de financiamento do desenvolvimento urbano.
O estudo indica, desde já, que este processo de preparação deverá ser falho na maioria dos países do sul da Ásia, da África e da América Latina. Antecipa-se uma realidade sinistra de cidades imensas dominadas pela informalidade e pelo crime, flageladas pela poluição e manchadas pela desigualdade – ao invés de serem motores de desenvolvimento serão fatores de atraso.
Agora levante-se. Vá à janela. Contemple a realidade de nossas maiores cidades. Perceba a falta de planejamento de longo prazo em quase todas. Visite suas periferias. Encontre a ausência quase total do “mundo das leis”. Percorra suas ruas. E encontre uma economia vastamente informalizada.
O Brasil ainda tem algum tempo – uma década, por alto – para preparar-se. Mas há que se começar hoje. Amanhã já será tarde demais!











































































