O Inventário Florestal do Espírito Santo (IFN-ES) identificou três possíveis espécies novas de árvores para a flora brasileira. Elas pertencem às famílias Fabaceae (duas) e Sapotaceae. A família Fabaceae é de leguminosa e tem espécies como o feijão guandu ou andú, a crotolária, o ingá e o pau Brasil, entre outras. Já a família Sapotaceae, como o nome indica, tem espécies como o Sapoti e o Abiu. Elas foram localizadas nos municípios de Aracruz, Domingos Martins e Iúna. Elas estão sendo estudadas por especialistas para confirmação dos táxons.
Ao todo foram identificadas, entre árvores, arbustos, palmeiras, cactos, lianas e ervas, o total de 680 espécies distribuídas em 382 gêneros e 113 famílias botânicas. Considerando somente árvores e palmeiras, foram encontradas 613 espécies, distribuídas em 238 gêneros e 84 famílias botânicas.
Foram registradas, no IFN-ES, 32 espécies que se encontram em categorias da avaliação de risco de extinção do Centro Nacional de Conservação da Flora (CNCFlora7), e 11 espécies que constam na lista de espécies ameaçadas em nível estadual definidas por decreto. Destas espécies, 31 estão também na Lista Nacional Oficial de Espécies Ameaçadas de Extinção definida pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) .

Três espécies são consideradas criticamente em perigo de extinção pela lista do MMA e quatro consideradas criticamente em perigo pela lista de espécies ameaçadas do Estado. Destaca-se, entre as espécies ameaçadas encontradas no IFN-ES, algumas de interesse econômico e social como o Euterpe edulis (palmito-juçara), Cedrela odorata (cedro), Cariniana legalis (jequitibá-rosa) e Dalbergia nigra (jacarandá-caviúna)
Das 13 espécies endêmicas registradas, oito são também espécies ameaçadas de extinção. Destaca-se o registro de ocorrência das espécies Kielmeyera sigillata e Galipea carinata, que se encontram criticamente em perigo de extinção. Kielmeyera sigillata (Callophyllaceae) é uma espécie rara, de distribuição restrita à região costeira do Espírito Santo. Até o momento, só havia sido coletada uma única vez em 1966, de forma que a espécie estava considerada possivelmente extinta na natureza. Em 2014, 49 anos depois do único registro botânico conhecido, a espécie foi encontrada e coletada no IFN-ES. (Weber Andrade com Secom/ES)












































































