As agentes comunitárias de Saúde estão novamente na feira livre de Barra de São Francisco, em campanha de conscientização contra a proliferação do mosquito aedes aegypti, transmissor da dengue, chikingunya e zika. Vai terminando o verão e o prolifera a uma velocidade que os órgãos de Vigilância da Saúde mal conseguem acompanhar.
A maior preocupação agora, é com vírus tipo 2 da dengue. O coordenador do Departamento de Dengue do Ministério da Saúde, Rodrigo Said, explica que o aumento de casos no estado se deve a circulação da dengue tipo 2 e também das condições climáticas de chuva e calor.
“Essa é uma mudança no cenário, no qual 85% dos casos são do sorotipo 2. Essa forma da doença foi mais incidente em 2008 e no final dos anos 1990. Isso faz com que a população não tenha imunidade ao vírus e aumenta os casos”, explicou Said.
Para o combate do mosquito transmissor da doença, o coordenador explica que as ações são por parte dos governos Federal, Estadual e Municipal, mas salienta a importância da população no processo de impedir que o aedes aegypti se reproduza.
“Mais de 80% dos criadouros do mosquito são dentro de domicílios. Então, orientamos a população e fazemos o pedido para que os moradores fiscalizem suas casas com medidas como checar as calhas e caixas d’água”, ressalta o coordenador. Ele ainda alerta que o período mais crítico da doença é até o final de abril.
Recordes – No ano passado, Barra de São Francisco bateu recorde de casos de dengue na região. O município chegou a liderar os boletins epidemiológicos por várias semanas. Este ano a situação tem estado controlada, mas, nos dois últimos boletins da Sesa nota-se um aumento expressivo de casos notificados, com o balanço de quatro semanas chegando a 428,7 casos por 100 mil habitantes.
No entanto a Vigilância Sanitária e Ambiental tem trabalhado dia e noite com a dedetização através do veiculo fumacê e também aplicadores intercostais, além de distribuir folhetos e promover várias ações de conscientização e combate ao mosquito transmissor.
Estado – Foram notificados 18.690 casos de dengue no Espírito Santo entre 30 de dezembro de 2018 e o sábado, 6. Sete óbitos foram confirmados. Nesse período, a taxa de incidência da doença no Estado ficou em 470,50. Essas informações são enviadas à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) até o dia anterior à divulgação do boletim epidemiológico.
O Boletim Epidemiológico da Dengue é apresentado de duas formas: uma tabela com a indicação das notificações em números absolutos por semana epidemiológica e outra com a incidência de casos de dengue por município.
Para calcular a incidência, divide-se o número de notificações (ou seja, o número de novos casos da doença) pela população do município e multiplica-se este valor por 100 mil. O Ministério da Saúde considera três níveis de incidência de dengue: baixa (menos de 100 casos/100 mil habitantes), média (de 100 a 300 casos/100 mil habitantes) e alta (mais de 300 casos/100 mil habitantes). A taxa de incidência é, portanto, um importante indicador de alerta e ajuda a orientar as ações de combate à dengue.
O aumento de casos no Espírito Santo foi acima da média nacional, no qual o número de notificações cresceu 224%. (Weber Andrade com Sesa e G1 Espírito Santo)











































































