
A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Delegacia Regional de Barra de São Francisco, com apoio das Delegacias de Águia Branca, Mantenópolis e do Serviço de Inteligência da Polícia Militar (PMES), prendeu na tarde da última quarta-feira (03) um empresário de 28 anos, investigado pelo crime de extorsão.
As investigações apontam que o caso teve início quando uma mulher, em situação de vulnerabilidade financeira, foi convencida pelo suspeito a ceder o uso de suas contas bancárias. Ao tentar reaver o controle dos dados, a vítima passou a sofrer ameaças, perseguições e intimidações, inclusive em seu local de trabalho, além de receber ameaças explícitas de violência física.
Segundo a delegada adjunta da Regional de Barra de São Francisco, Jéssica Bohrer, o empresário já era conhecido pela prática de golpes em todo o país.
“Ele aplicava fraudes por meio de uma loja de iPhones. Com os bens bloqueados pela Justiça, passou a recrutar pessoas humildes, oferecendo dinheiro para utilizar suas contas bancárias. Criava desculpas sobre não poder movimentar a própria conta, realizava transferências de grandes valores até que o banco detectava a incompatibilidade com a renda do titular e bloqueava a conta”, explicou a delegada.
Ainda conforme a PCES, o suspeito possui um histórico criminal extenso, já tendo respondido por estelionato, receptação e porte ilegal de arma de fogo.
O homem foi preso em frente à sua residência, no bairro Irmãos Fernandes, em Barra de São Francisco. Conduzido à Delegacia Regional, teve as medidas legais aplicadas e, em seguida, foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
O preso foi identificado como Eduardo Bertolacio Ferreira de Freitas, ex-proprietário da empresa Infortec Acessórios, bastante conhecida em Barra de São Francisco. A empresa ficou marcada por acumular reclamações de clientes que relatavam prejuízos elevados e também consta em dezenas de processos judiciais relacionados a estelionato e fraudes comerciais. De acordo com informações públicas, Eduardo responde a pelo menos 15 ações na Justiça, além de já ter sido alvo de denúncias em plataformas de defesa do consumidor, como o Reclame Aqui, onde clientes afirmam terem sido vítimas de golpes que somam valores expressivos.









































































