
O desrespeito acabou completamente quando uma aluna cuspiu em Vitória durante uma aula e disse para ela “aguentar as consequências”. Naquele momento, a estudante resolveu acionar a direção da universidade, para relatar o ocorrido. Vitória avisou um secretário da UFPel e pediu segurança. O homem, contudo, respondeu que a faculdade pouco poderia fazer. A estudante recorreu à polícia e aguardou a chegada dos agentes do lado de fora. Enquanto esperava, vários colegas de sala passavam ofendendo-a. Com medo de ser agredida, Vitória fez uma live no Instagram, para “ter provas se o pior ocorresse”.
Mais tarde, registrou um Boletim de Ocorrência na polícia. No dia seguinte, a advogada da jovem decidiu conversar com a coordenadora do curso. A docente prometeu uma reunião com os alunos. Quando esse encontro aconteceu, havia alunos de vários cursos na sala. Vitória disse que, durante a fala da coordenadora, em nenhum momento a educadora a defendeu. “Pelo contrário, pôs mais lenha na fogueira”, relatou. “A coordenadora chegou a dizer que, caso os alunos estivessem se sentindo ameaçados, poderiam procurar os seus direitos.”
Vitória disse que seguiu a vida depois disso, mas as ofensas continuaram. Tampouco a eleição de Lula apaziguou os ânimos. “Colaram um cartaz na porta ameaçando ‘colocar fogo nos fascistas’”, disse a aluna. “As mais recentes ameaças dizem que não vou conseguir continuar estudando, que não me querem na sala. Ameaçaram até as minhas duas filhas, que são pequenas. Não sei como vai ser agora.” A estudante está há duas semanas sem ir para a faculdade, e a UFPel não a procurou.
Créditos: Revista Oeste.











































































