
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) minimizou o impacto para a sua campanha das investigações contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI), seu aliado político, e defendeu as apurações do caso do Banco Master.
O PP faria um evento na segunda-feira (11) para oficializar o apoio da sigla à candidatura de Tarcísio, em São Paulo, mas cancelou após Ciro Nogueira ser alvo de operação de busca e apreensão autorizada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça.
Nesta sexta-feira (8), durante um evento no Hospital Geral de Itaquaquecetuba, na região metropolitana, ao comentar tanto o cancelamento do evento quanto a operação, Tarcísio disse que, em São Paulo, ele tem uma aliança consolidada com vários partidos políticos.
“O importante aqui é a aliança que a gente tem consolidada, que não envolve só o PP, mas Republicanos, PL, PSD, MDB, PP, União, Podemos. Conseguimos estabelecer aqui uma relação muito boa de partidos que estão pensando no futuro de São Paulo. Esses partidos estão muito juntos, contribuem com o nosso projeto”, disse.
Questionado se a ligação com Ciro Nogueira poderia prejudicá-lo, Tarcísio negou: “Isso não tem nada a ver com a gente, não prejudica nada”.
“Estamos diante de um grande escândalo, um escândalo nacional, um escândalo de proporção gigantesca, e isso tem que ser esclarecido”, emendou Tarcísio. “A população demanda resposta, não suporta mais ver episódios de corrupção, não admite mais ser lesada. É um escândalo grave, precisa ser apurado, investigado, doa a quem doer.”
No ano passado, Ciro Nogueira foi o principal articulador do projeto que tentava levar Tarcísio a uma candidatura à Presidência e auxiliava nas negociações com os demais partidos da centro-direita para viabilizar o projeto. Ele tentava se colocar como candidato a vice-presidente na chapa do governador.
Tarcísio, contudo, havia condicionado a candidatura a um pedido de Jair Bolsonaro (PL), seu padrinho político, que preferiu indicar o filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O PP deverá estar na chapa de Tarcísio com o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), que foi secretário da Segurança Pública na maior parte da gestão do governador, como um dos nomes para o Senado.
Aliados de Tarcísio, contudo, relatam que o governador já havia perdido o ânimo com a candidatura do antigo auxiliar, no ano passado, quando Derrite teve dificuldades para aprovar o texto do projeto de lei Antifacção, que teve seis versões antes de ser votado no Congresso.
Ainda de acordo com pessoas próximas ao governador, as investigações do caso Master, que rondam Ciro desde o começo por causa de sua proximidade pública com o dono do banco, Daniel Vorcaro, foram um dos motivos que fizeram Tarcísio se empenhar pelo nome do deputado estadual André do Prado (PL) para a outra vaga do Senado. Prado é presidente da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo).
Com apoio de Tarcísio, Prado viajou duas vezes para os Estados Unidos, no feriado de Tiradentes e nesta semana, e voltou com o apoio declarado em vídeo do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para o cargo.
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