
Está na cadeia Jéssica Donazzolo, de 28 anos, viúva de Jones Barreto, de 33 anos, assassinado com dois tiros na cabeça na madrugada do dia 27 de maio pela amante da esposa, Luana dos Santos Karsten, de 23 anos. Jéssica foi presa preventivamente (por tempo indeterminado) no início da noite desta quarta-feira (8) no Vale da Esperança, na Zona Rural de Boa Esperança, no Norte do Espírito Santo. O mandado de prisão foi expedido juiz Charles Henrique Farias Evangelista que atendeu a pedido da Delegacia de Polícia da cidade, com a chancela do Ministério Público do Espírito Santo (MPES).
Segundo a polícia, Jéssica concorreu para a consumação do crime, atuando como cúmplice de Luana no assassinato do marido. Procurada por A Parresia, a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) informou que Jéssica Donazzolo deu entrada na noite desta quarta-feira (8) na Penitenciária Regional de São Mateus – mesmo presídio em que a amante Luana dos Santos Karsten está presa.
Além do mandado de prisão, a polícia cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de Jéssica Donazzolo. No entanto, segundo a polícia, nada foi encontrado. No dia em que a assassina confessa, Luana dos Santos Karsten, foi presa, a Justiça ordenou a quebra de sigilo telefônico de Jéssica e Luana. O teor do conteúdo extraído dos celulares de ambas não foi divulgado.
ATIRADORA FOI PRESA NO DIA 1º DE JUNHO
Luana dos Santos Karsten, de 23 anos, mulher que confessou ter matado Jones Barreto, de 33 anos, com dois tiros na cabeça, na madrugada da última sexta-feira (27), no bairro Vila Tavares, em Boa Esperança, no Norte do Espírito Santo, deu entrada no fim da noite desta do dia 1º de junho na Penitenciária Regional de São Mateus. A informação é da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus).
O mandado de prisão, obtido por A Parresia, foi expedido nesta quarta-feira pelo juiz Charles Henrique Farias Evangelista que atendeu a pedido da Delegacia de Polícia da cidade. O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) se manifestou a favor da prisão da assassina confessa. No último domingo, Luana procurou a polícia e confessou o crime.
A operação que prendeu Luana foi coordenada pelo delegado William Dobrovosk, titular da DP de Boa Esperança, que se descolou acompanhado de investigadores, em viatura descaracterizada, até um endereço na Zona Rural do município onde deram cumprimento ao mandado de prisão preventiva (por tempo indeterminado). Segundo o Boletim de Ocorrência da prisão obtido por A Parresia, pelo fato da investigada ter sido “colaborativa”, não houve uso de algemas no momento da prisão.
Na ordem de prisão, o juiz afirma que “analisando os presentes autos, constata-se prova de materialidade de delito de natureza gravíssima, bem como indícios de autoria imputado a representada.” Segundo o magistrado, a prisão preventiva de Luana se faz necessário para a “garantia da ordem pública, em razão da concreta gravidade do delito praticado, além do terror impingido em todos os cidadãos, cuja paz encontra-se abalada, pelo grave crime cometido.” O juiz acrescenta que a prisão da assassina é necessária a fim “de garantir a regular instrução processual penal, havendo temor das testemunhas em prestar depoimentos pela própria ostensividade e brutalidade do delito praticado”.
CONFISSÃO DE ASSASSINATO
A ameaça contra a viúva ocorreu momentos depois da publicação da reportagem de A Parresia, que revelou que uma mulher de 23 anos identificada como Luana dos Santos Karsten se apresentou no início da tarde deste domingo (29) no Destacamento da Polícia Militar em (DPM) Boa Esperança, no Norte do Espírito Santo, onde confessou ser a autora do assassinato de Jones Barreto, de 33 anos, executado com dois tiros na cabeça na madrugada de sexta-feira (27), enquanto dormia na casa da esposa, na rua Horizonte, no bairro Vila Tavares, na mesma cidade. A reportagem apurou que Luana mantinha um relacionamento extraconjugal com a esposa da vítima e, que o crime teria sido cometido por ciúmes.

Segundo o Boletim de Ocorrência obtido com exclusividade por A Parresia, Luana contou aos policiais militares ter jogado a arma usada no crime em uma área de mato de uma propriedade rural. Os militares se deslocaram ao endereço informado e realizaram buscas com o objetivo de encontrar a arma usada no homicídio. Não é citado na ocorrência se o objeto foi achado. O documento informa que, diante da confissão, Luana foi levada, sem algemas, no banco de trás (do carona) da viatura, para Delegacia Regional de Nova Venécia.
No dia em que se apresentou à polícia e confessou o crime, a Polícia Civil informou que a suspeita, de 23 anos, conduzida à Delegacia Regional de Nova Venécia, prestou esclarecimentos e foi liberada, visto que ela não estava em situação de flagrante, se apresentou espontaneamente e não há mandado de prisão em aberto contra ela.
O CRIME
Jones Barreto, de 33 anos, foi assassinado a tiros, na sala de casa enquanto dormia, na madrugada desta sexta-feira (27), na rua Horizonte, no bairro Vila Tavares, em Boa Esperança no Norte do Espírito Santo.

Segundo a Polícia Militar, a esposa da vítima contou que dormia no quarto com os dois filhos e o marido dormia na sala da residência. A esposa ressaltou que o portão e a porta da casa estavam trancados, no entanto, por volta de 2h da madrugada ela teria se levantado para ir ao banheiro, quando ouviu dois disparos de arma de fogo.
Nesse momento, a esposa relatou aos policiais militares que correu para a sala e viu Jones com duas perfurações da cabeça. A mulher disse aos PMs que somente viu um vulto pulando o muro, pois o quintal estava escuro, e não soube informar quem poderia ter cometido o crime.
A reportagem apurou que peritos da Polícia Civil que estiveram no local do crime constatou duas perfurações na parte frontal do crânio da vítima. Um projétil transfixou a cabeça e foi recolhido pela perícia.
Aparresia










































































