A primeira etapa das obras de pavimentação da avenida Carlos Valli estão em estado adiantado, mas a outra metade do logradouro, que interliga a avenida com o contorno rodoviário depende agora, da liberação de novos recursos para a continuidade. O trecho é mais ou menos do mesmo tamanho do que está sendo pavimentado e deverá atrasar a entrega da obra, cujo prazo de conclusão é novembro deste ano.
A obra é de responsabilidade da Secretaria de Estado de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano (Sedurb), que firmou convênio com a prefeitura de Barra de São Francisco, que é responsável pela fiscalização da mesma.
Hoje, 25, a reportagem dos sites ocontestado.com.br e vozdabarra.com, esteve no local, no início da manhã e constatou que, apesar da pavimentação do primeiro trecho, que vai até a Vila Vicente, está quase concluído, mas tem uma série de problemas pontuais que terão que ser corrigidos.

Um deles é a obstrução da ciclovia e da calçada cidadã pelos postes de iluminação e transmissão de energia da EDP/Escelsa. Segundo o responsável pelo setor de Convênios e Projetos da Prefeitura, Renato Pinto Rosa, o problema dos postes foi observado pelo prefeito Alencar Marim, mas a EDP estaria cobrando pelo serviço de retirada dos postes e o custo seria alto.
No entanto, visualmente fica claro que os referidos postes não têm outro local para serem situados. Ou ficam na ciclovia e calçada ou ficam dentro do leito da avenida. A assessoria de Comunicação da EDP/Escelsa informou que a distribuidora não recebeu nenhuma solicitação da administração pública para relocação dos mesmos.
“A EDP informa que as solicitações de relocação (mudança de local) de poste devem ser feita pelo interessado à distribuidora, que analisa as responsabilidades e define os custos da obra. Caso seja identificado que a responsabilidade é do solicitante, os custos ficam cargo do mesmo, de acordo com as regras da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), órgão regulador do setor elétrico”, disse a EDP.
Outro problema pontual observado é o “gargalo” criado pela ponte na esquina da avenida Jones dos Santos Neves com a Carlos Valli. Construída a mais de 20 anos, a ponte não tem proteção lateral e sua largura é para a passagem de apenas um veículo. “Será necessário ampliar a largura da ponte, para permitir a passagem segura de pedestres e ciclistas”, aponta um engenheiro ouvido pelos sites.

A reportagem também verificou que existe pelo menos um tampão de bueiro ou esgotamento pluvial, está cerca de dez centímetros acima do pavimento, o que pode causar danos aos veículos que trafegarem pelo local, se não o problema não for corrigido.
A obra, cujo valor total é de R$ 2.251.276,30, deverá levar um ano para ficar pronta e, neste período, a circulação de veículos, inclusive motocicletas fica quase impossível. A pavimentação da avenida será em blocos de concreto, do tipo “escama de peixe”. “Teremos, pela primeira vez, uma ciclovia, de mais de um quilômetro, na margem da avenida e também passeios já prontos, o que evitará um antigo problema crônico da cidade, que é a construção de passeios irregulares,” disseo prefeito Alencar Marim, que prometeu buscar soluções para os problemas pontuais.
Ao todo serão mais de 15,5 mil m² de pavimentos, sendo 11,2 mil m² no leito da avenida, 1,7 mil m² de passeios e 2.481 m² de ciclovia e mais de 1,1 quilômetro de extensão. (Weber Andrade)












































































