Ao menos 222 cidades do Brasil, segundo levantamento do site G1, tiveram manifestações, nesta quarta-feira, 15, contra o bloqueio de recursos para a educação anunciado pelo Ministério da Educação (MEC). Houve atos em todos os estados do país e também no Distrito Federal.
No Espírito Santo os protestos começaram logo cedo em São Mateus, no litoral norte, onde estudantes e entidades organizadas fecharam a BR 101 com pneus velhos, aos quais tocaram fogo.

Houve protestos também em Alegre, na região sul, onde há um campus do Ifes. Na região norte, os protestos aconteceram em Linhares, Colatina e Nova Venécia.
Em Barra de São Francisco, a reportagem dos sites ocontestado.com e vozdabarra.com.br, conversou com alguns estudantes do Ifes, que decidiram por não fazer manifestações contra o governo federal. A maioria dos entrevistados disseram que estão apreensivos com a situação, mas que não houve número suficiente de estudantes dispostos a saírem às ruas.

Manifestantes protestaram em dois pontos de Vitória na tarde desta quarta-feira, 15, contra o bloqueio de recursos para a educação anunciado pelo Ministério da Educação (MEC). Um grupo se concentrou em frente ao teatro da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e o outro na praça ao lado do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes). O ato terminou por volta das 19h30, em frente à Assembleia Legislativa.
Estudantes, professores e sindicatos relacionados à educação participam do ato. Este foi o segundo momento de manifestações do dia, já que durante a manhã houve protesto saindo da Praça do Papa, na capital. Segundo os envolvidos, 5 mil pessoas participaram. A polícia não deu estimativa.
Universidades e escolas também fizeram paralisações, após a convocação de uma greve de um dia por parte de entidades ligadas a sindicatos, movimentos sociais e estudantis e partidos políticos. Os atos foram pacíficos.
Idiotas úteis – Foi a primeira grande onda de manifestações durante o governo do presidente Jair Bolsonaro, pouco mais de quatro meses após ele ter tomado posse. Em Dallas (EUA), Bolsonaro classificou os manifestantes de “idiotas úteis” e “imbecis”. Mais tarde, por meio do porta-voz Otávio Rêgo Barros, disse que as manifestações são “legítimas e democráticas, desde que não se utilizem de violência, nem destruam o patrimônio público”.
A reação às declarações de Bolsonaro apareceu em faixas nos protestos e também em críticas nas redes sociais.
Ao Blog do Camarotti, auxiliares do governo entendem que uma fala do ministro da Educação Abraham Weintraub turbinou as manifestações. Em entrevista ao jornal “O Estado de S.Paulo” em 30 de abril, o ministro sinalizou cortes em universidades onde houvesse “balbúrdia”. (Weber Andrade com G1 Espírito Santo)













































































