O valor da cesta básica teve uma queda de 1,31% entre dezembro e novembro do ano passado, em Barra de São Francisco. O conjunto de alimentos essenciais a uma família de quatro pessoas custava R$ 369,93 em novembro e caiu para R$ 365,07 em dezembro.
No entanto, ao longo de 2018, o valor da cesta básica aumentou 3,91%, passando de R$ 351,34 em janeiro para R$ 365,07 em dezembro.
Durante o ano, apenas três produtos – café (-7,33%), pão (-1,04%) e óleo de soja (-0,27%) tiveram redução de preço. Por outro lado, dez produtos tiveram alta, com destaque para a farinha de trigo (27,97%), o feijão (27,89% e o tomate (16,67%).
A cesta básica é estipulada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e cada item tem uma quantidade definida. A pesquisa em Barra de São Francisco é realizada com exclusividade por O Contestado – Gráfica e Editora para os sites ocontestado.com e vozdabarra.com.br. (veja tabela no final da matéria).
Vitória – Em 2018 a cesta básica custou R$ 403,79 em Vitória, ou seja, 10,61% mais cara do que em Barra de São Francisco. Em janeiro do ano passado essa diferença era de 16,28%.
Brasil – Em 2018, o valor da cesta básica também aumentou nas 18 capitais do país onde o Dieese
realizou mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. As altas mais expressivas, entre dezembro de 2017 e 2018, foram registradas em Campo Grande (15,46%), Brasília (14,76%) e Belo Horizonte (13,03%). As menores variações positivas ocorreram em Recife (2,53%) e Natal (3,09%).
Salário mínimo deveria ser de R$ 3.960,57
Com base na cesta mais cara, que, em dezembro, foi a de São Paulo, o Dieese estima que o valor do salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas, em dezembro do ano passado, deveria equivaler a R$ 3.960,57, ou 4,15 vezes o mínimo de R$ 954,00. Em novembro, o mínimo necessário correspondeu a R$ 3.959,98, ou 4,15 vezes o piso vigente.
Em dezembro de 2018, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 92 horas e 17 minutos. Em novembro, a jornada necessária foi calculada em 91 horas e 13 minutos. Em dezembro de 2017, quando a pesquisa era feita em 21 capitais, a média foi de 86 horas e 4 minutos.
Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em dezembro, 45,59% do rendimento para adquirir os mesmos produtos que, em novembro, demandavam 45,07%. Em dezembro de 2017, quando a pesquisa era feita em 21 capitais, a média foi de 42,52%. (Weber Andrade com informações do Dieese)
CESTA BÁSICA 2018

Fonte: O Contestado/Dieese











































































