
Em entrevista ao site ocontestado.com, o proprietário da clínica, Di Stefano Arruda, disse que a sua empresa não é responsável pela situação e culpou a equipe da Unidade de Referência para a Covid-19, pela aglomeração que aconteceu algumas vezes na porta da clínica.
Di Stefano informa que, devido à pandemia da Covid-19, a clínica só pode ter, no interior, 4 pacientes por vez no setor de espera. “Essa é uma situação de segurança para nós e estabelecida pela própria Secretaria de Saúde. Nós temos aqui muitos idosos que vêm para fazer densitometria óssea, são pacientes muito vulneráveis à doença e não podemos colocar a vida deles em risco”.
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O empresário afirma ainda que a Unidade de Referência para a Covid-19 em Barra de São Francisco tem enviado, de uma só vez, cerca de 10 a 15 pessoas para fazer radiografia do pulmão. “Essa situação acaba criando desconforto para as pessoas, que aparecem todas na mesma hora e mesmo dia para fazer exame e alguns acabam querendo passar à frente dos outros, como foi o caso desta mulher que denunciou a clínica. O marido dela, que é policial, chegou a dizer que ia tirar a máscara e contaminar todo mundo na porta da clínica”, comenta ele.
Para Di Stefano, o problema é que não existem outras clínicas credenciadas para o serviço, além da Densitom e da Casa de Saúde, mas a Casa de Saúde não atende esse tipo de exame e acabam mandando todo mundo para a Densitom. Ele ressalta ainda que, cada radiografia leva em torno de 15 minutos para ser feita.
“Nós trabalhamos com diversos tipos de diagnóstico por imagem e temos muitos clientes que são trabalhadores ou vão trabalhar nas empresas de extração de granito e precisam fazer a radiografia dos pulmões, portanto, essa demanda acaba prejudicando o nosso trabalho”, lamenta.
Di Stefano salienta ainda que sua clínica tem todas as condições de oferecer atendimento de qualidade com conforto para os pacientes, mas que ela não foi criada pensando numa pandemia.
“Quem poderia dizer que iríamos enfrentar uma situação dessas (pandemia da Covid-19), quem tinha uma empresa preparada para atender essa demanda?” Questiona.
Outro lado – Hoje, 5, pela manhã, conversamos com o secretário municipal de Saúde, Rafael Tartaglias Partelli, que afirmou que o problema pontual na clínica aconteceu por “falta de definição de fluxo e também pela impaciência dos pacientes, que querem resolver seus problemas rapidamente.”
Rafael informa ainda que a questão do aumento na prestação de serviços pelas clínicas durante a pandemia aumentou muito, criando uma situação complicada. Ele informou ainda que a Densitom é a única que presta o serviço na cidade e isso acaba por causar problemas pontuais como esse. (Weber Andrade)











































































