
A troca de críticas entre o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e o pré-candidato à Presidência Romeu Zema ganhou forte repercussão neste fim de semana, com destaque para o tom adotado pelo ministro, considerado excessivo por parte do público.
Em publicação nas redes sociais, Boulos acusou Zema de defender o trabalho infantil e classificou a posição como “ato de covardia”, indo além ao utilizar termos ainda mais duros para se referir ao adversário político. A declaração provocou críticas imediatas e foi vista por muitos como desproporcional, gerando o que internautas chamaram de “vergonha alheia”.
A polêmica começou após uma entrevista em que Zema mencionou a possibilidade de ampliar oportunidades de trabalho para jovens, caso seja eleito em 2026. Durante a fala, o ex-governador utilizou o termo “criança”, o que intensificou a repercussão negativa. Posteriormente, ele ajustou o discurso, passando a se referir a “adolescentes” e reforçando a defesa de atividades dentro da legalidade e sem prejuízo aos estudos.
Zema destacou que a legislação brasileira já permite o trabalho a partir dos 14 anos na condição de jovem aprendiz e afirmou que sua proposta seria ampliar essas oportunidades com proteção e acompanhamento. Segundo ele, o trabalho pode contribuir para a formação de disciplina e afastar jovens de caminhos ligados à criminalidade.
O episódio acabou ampliando o debate público sobre trabalho juvenil no Brasil, mas também evidenciou o nível de acirramento político, com críticas ao uso de termos considerados ofensivos no discurso de autoridades.








































































