
Foi sepultado neste domingo (16), o corpo da sargento Stephanie da Silva Magalhães, de 26 anos, em Nilópolis, cidade da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Ela foi assassinada a tiros pelo colega Isaque Frederico Silva Ferreira, de 32 anos, em uma festa julina promovida pelo Exército em Uberlândia, Minas Gerais, na sexta-feira (14). Após o crime, o atirador foi baleado por um policial penal e também morreu.
A reportagem conversou nesta segunda-feira (17) com o tio dela, Roberto Magalhães. Ele disse o Exército fez uma homenagem à Stephanie durante o sepultamento, com honras militares e salva de tiros. Amigos e familiares acompanharam o enterro, no cemitério municipal da cidade.
Roberto comentou que mãe de Stephanie morreu de infarto há dois meses e que o pai tem deficiência física.
“Ela que ajudava a família. Uma filha exemplar, a melhor sobrinha e a melhor da turma dela em tudo. A tragédia pegou todo mundo de surpresa, até porque ninguém espera receber uma ligação dessa, ainda mais por ser a Stephanie”, disse.
Roberto comentou ainda que Stephanie, formada em enfermagem, estava estudando radiologia.
“Era super dedicada e queria seguir crescendo na profissão e chegar longo na carreira no Exército. Essa tragédia é de todos, inclusive da família do sargento que matou Stephanie. Não estamos aqui para desejar ódio. Nossa família foi criada no amor”.
Feridos na festa
Pelo menos mais três pessoas ficaram feridas durante o tiroteio na festa julina e foram encaminhadas para um hospital na cidade. Entre esses feridos está o namorado de Stephanie, também militar, com quem tinha um relacionamento há pouco mais de um ano.
Ele foi baleado e encaminhado para o Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU). A assessoria da unidade de saúde informou nesta segunda que ele não está mais internado no local. Não informou se a vítima teve alta ou se foi transferida para outra unidade de saúde.
O HC-UFU informou ainda que uma das vítimas segue internada no local e outra também não está mais no local.
Em nota, o 36º Batalhão de Infantaria Mecanizado de Uberlândia, responsável pela festa, prestou condolências às famílias das vítimas e disse que também instaurou um inquérito para apurar o ocorrido.

Quem é a vítima?
A vítima é a sargento Stephanie da Silva Magalhães, de 26 anos, que atuava como técnica de enfermagem do Exército Brasileiro. Ela é natural do Rio de Janeiro e atuava no 36º Batalhão de Infantaria Mecanizada de Uberlândia.
Conforme apurado pela reportagem, ela estava na festa acompanhada de amigos e do namorado, também militar, com quem tinha um relacionamento há pouco mais de um ano. Ele também foi baleado e teve ferimentos graves.
Quem é o atirador?
O sargento do Exército Brasileiro Isaque Frederico Silva Ferreira, de 32 anos, foi quem abriu fogo primeiro. Ele nasceu em Lavras, no Sul de Minas, para onde o corpo foi levado para ser velado.
O local da festa
A festa ocorreu na sede do Grêmio Recreativo de Subtenentes e Sargentos de Uberlândia (Gressu), no Bairro Jaraguá. No local, segundo o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar (PM), havia cerca de 500 pessoas. Algumas delas relataram os momentos de tensão nas redes sociais.

Qual o possível motivo do crime?
Segundo o boletim de ocorrência, Isaque viu Stephanie na festa acompanhada do namorado dela. Testemunhas disseram que Isaque gostava dela, mas não tinha o sentimento correspondido, o que pode ter sido uma das causas dos tiros. A Polícia Civil informou que ainda apura a motivação do crime.
O tiroteio
Conforme o boletim, primeiro, Isaque atirou contra o namorado de Stephanie. Depois, mirou na jovem e disparou várias vezes, mesmo depois de vê-la caída no chão. Testemunhas disseram que ele atirou na cabeça dela.
Ao perceber a situação, um policial penal que estava de folga com a família na festa atirou em Isaque, que morreu no local. A perícia da Polícia Civil encontrou 12 cartuchos da arma de Isaque e um da arma do policial penal.
Segundo a corporação, o policial penal, de 45 anos, foi ouvido na delegacia e liberado em seguida.
Como anda a investigação?
A Polícia Civil informou que investiga o caso para descobrir as circunstâncias do ocorrido. O 36º Batalhão de Infantaria Mecanizado de Uberlândia disse que também instaurou um inquérito Policial Militar sobre o crime.
Já o Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen), ligado à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), afirmou que “acompanha o desenrolar das investigações criminais por parte da Polícia Civil, e tomará as medidas administrativas cabíveis em relação ao policial penal que matou Isaque.
*Com informações de Carolina Portilho, g1










































































