Uma outra barragem, dessa vez no Espírito Santo obrigou dezenas de famílias a sair de casa essa semana. Ainda é um reflexo do desastre de Mariana, em Minas, há mais de 3 anos.
Por causa desta barragem, é a segunda vez em quase seis meses que as pessoas que moram naquela região da cidade de Linhares, às margens do rio Doce, são obrigadas a sair de casa.
“É muito ruim, estou muito aborrecida de sair daqui. Deixar a casa, deixar tudo”, disse a moradora Maria José dos Santos.
A mineradora Samarco ergueu a barragem em 2015 por ordem da Justiça para evitar que a água do rio Doce, cheia de lama do desastre de Mariana, entrasse na Lagoa Juparanã. E, desde a construção, a barragem afetou muito a vida dos moradores.
Primeiro porque impediu o escoamento da água da lagoa, que transbordou. Para diminuir a enchente, foi construído um canal. Em setembro de 2018, o Jornal Nacional mostrou que havia risco de o canal não suportar a vazão da água no período de chuva. Por isso, os moradores foram retirados.
Em 2018, 56 famílias saíram do local com a promessa de que voltariam seis meses depois; 28 famílias até já tinham retornado para suas casas. Mas uma empresa que monitora a barragem identificou problemas na estrutura e, por isso, novamente, as pessoas tiveram que sair de casa e, desta vez, por tempo indeterminado.
“Na verdade, pega todo mundo de surpresa sempre. Toda vez é assim. A gente nunca é informada de forma anterior. É sempre de última hora. Acho que é para desarticular a gente até mesmo para tentar entender o que está acontecendo”, disse o morador Marcelo Custódio.
A Fundação Renova, criada para reparar os danos do desastre de Mariana, informou que vai continuar pagando hotéis e alugando casas na cidade para abrigar as famílias. Ficar onde moram, seria arriscado.
“O que pode acontecer é a gente não conseguir manter esse barramento estável e, com isso, a gente ter um problema emergencial e ter que fazer uma ação ainda mais corrida. Então estamos agindo preventivamente para não ter nenhum tipo de problema”, disse Sérgio Kuroda, gerente de Território da Renova. (G1 Espirito Santo)











































































