O projeto da Estrada de Ferro Minas-Espírito Santo, anunciado no final do ano passado, a princípio gerou muitas expectativas nos moradores de Barra de São Francisco, até porque, na altura, a Petrocity, empresa que será responsável pelo empreendimento, anunciava o início das obras já em 2021.
Depois de uma audiência pública na Câmara de Vereadores de Barra de São Francisco, este ano, que acabou ficando restrita a um pequenos grupo de pessoas e do cancelamento de outra audiência, prometida para o distrito de Bananal, na divisa do Espírito Santo com Minas, o assunto acabou caindo no esquecimento e até se transformando em piada na cidade, sendo comparado a obras que nunca saem do papel, como a rodoviária.
Agora, o site FA Notícias, em matéria publicada hoje, 31, anuncia que o presidente da Petrocity, José Roberto Barbosa da Silva, quer a primeira parte da ferrovia – entre São Mateus e Ipatinga – construída até 2022 e a expectativa é de que a mesma seja iniciada em meados do ano que vem. No entanto, o início da obra, como reconhece o executivo, ainda depende de uma série de fatores, como a aprovação de um projeto no Senado – “Que poderá agilizar o processo”, segundo José Roberto – e também da emissão da licença ambiental, que depende de órgãos ambientais em Minas Gerais e Espírito Santo.
O assunto será abordado nesta sexta-feira, 2 de agosto, em audiência pública no município de São Mateus, a partir das 18h, no Sesc local.
Em Barra de São Francisco, a expectativa de autoridades como o prefeito Alencar Marim e empresários do setor de granito, principalmente, é de que a obra tenha mesmo início no ano que vem e que a Unidade de Transbordo e Armazenamento de Carga (UTAC) seja construída no município, gerando mais emprego, renda e facilitando o escoamento da carga de granitos brutos ou beneficiados.
Para o prefeito Alencar Marim, independente do trajeto da ferrovia no município, ela será importante para alavancar o desenvolvimento econômico da cidade e da região, trazendo benefícios diversos como empregos, oportunidades de negócios, preservação das rodovias, entre outros benefícios. “Estamos torcendo para que a obra aconteça o mais rápido possível, porém nossa atenção hoje, está voltada para projetos empresariais e habitacionais já em andamento, que podem gerar emprego e renda imediata na cidade, como o Hipermercado Rondelli, o posto de abastecimento do grupo Ferrari´, ambos na saída para Mantena (MG), além de novos loteamentos do Grupo Maurício Toledo (GMT), do empresário Alair Costa (Universal) e do ex-deputado Perly Cipriano”, aponta o prefeito.

Marim não deverá comparecer à audiência em São Mateus devido a compromissos já agendados na região. “Teremos a visita do governador Renato Casagrande a Ecoporanga nesta sexta-feira, a partir das 14h e precisamos estar junto dele (Casagrande), até mesmo para conversamos sobre a vinda dele a Barra de São Francisco. Teríamos que sair de Ecoporanga direto para São Mateus para tentar conseguirmos chegar a tempo na audiência”, observa ele.
Outro entusiasta da ferrovia é o deputado estadual Enivaldo dos Anjos. O deputado, logo que soube do empreendimento, disse que esse era um antigo sonho dele, ver a ligação de Barra de São Francisco à região portuária de São Mateus através de uma ferrovia, o que agora está próximo de se concretizar. (Weber Andrade com informação de FA Notícias e José Caldas da Costa)

Imagem de como será o futuro porto da Petrocity, em São Mateus (Divulgação)
Obras do porto em São Mateus
são o tema central da audiência
O calendário para o início das obras do porto da Petrocity em São Mateus será o tema central da audiência pública naquele município nesta sexta-feira, 2 de agosto. O processo está bastante adiantado, inclusive com todas as liberações federais já definidas, segundo o presidente da companhia, José Roberto Barbosa da Silva. Ele acrescenta que, somente está faltando a conclusão do processo de licença em poder do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema).
“Essa audiência pública será um grande encontro nosso com a população de São Mateus e de toda a região para atualizarmos as informações. Posso assegurar que estamos mais entusiasmados do que nunca com os acontecimentos. Os trâmites em Brasília junto ao governo federal já foram cumpridos para a construção do porto e há uma grande mobilização em Minas Gerais pela ferrovia, mas também pelo porto”, disse José Roberto.
De acordo com Barbosa, o que a Petrocity está a fazer é muito mais do que construir um porto, mas sim o maior complexo logístico da região Sudeste, quiçá do Brasil, fazendo surgir uma nova cidade em São Mateus. “Uma cidade moderna, autossustentável, vinculada a uma estrutura econômica que será a redenção das finanças do Espírito Santo e de Minas Gerais, pelo corredor de negócios internacionais que vai criar”, disse.
O impacto social também será grande, pois na fase de construção civil a previsão é de gerar 3.000 empregos diretos, enquanto na fase operacional serão 2.500 empregos. Quando se imagina a cadeia produtiva em torno desse empreendimento (não se está computando, ainda, a ferrovia), as estimativas são de mais de 10 mil empregos indiretos em São Mateus, com forte impacto sobre toda a região. (Weber Andrade com informações de José Caldas da Costa)











































































