
Completa sete meses nesta terça-feira (4), o caso do vereador Danilo Henrique Ballarini, acusado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público (MPES) de dirigir embriagado e causar o acidente que matou o jovem Ruan Carlos de Azevedo Alves, de 19 anos, no dia 4 de setembro do ano passado, em São Domingos do Norte. O político é réu no processo acusado de dupla lesão corporal, e de homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

A família do jovem interveio no processo, pedindo que o Ministério Público adite a denúncia acrescentando o crime de homicídio doloso, pois consideram que ao beber para dirigir, o vereador assumiu o risco de matar. A família argumenta que o vereador teve desprezo pela vítima ao fugir do distrito de culpa, e ser alcançado pela PM somente na cidade de São Domingos do Norte. Segundo a família, após atingir o jovem na motocicleta, para fugir da cena, o vereador teria passado com o carro por cima do corpo do jovem.
O vereador dirigia um carro de uma autoescola da família dele, quando atingiu duas motocicletas. Em uma estava um casal, que ficou ferido. Em outra, estava Ruan Carlos de Azevedo Alves, que chegou a ser socorrido para o Pronto Atendimento de São Domingos do Norte, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu.
Um vídeo de uma câmera de segurança, flagrou o acidente. É possível ver que o carro do vereador invade a contramão de direção e atinge as motocicletas. Minutos depois aparece uma viatura da Polícia Militar. As imagens são fortes, veja:
Danilo chegou a ser preso pela Polícia Militar no dia do acidente, mas pagou R$ 1500 em fiança arbitrada pela delegada Jaciely Favoretti Souza, e foi solto para responder ao processo em liberdade. O vereador se negou a fazer o teste do bafômetro, mas o Exame de Constatação de Alteração de Capacidade Psicomotora feito pela PM, destaca que Danilo Ballarini estava sob influência de álcool e que teria confessado aos PMs ter ingerido cerveja naquele dia.
A reportagem procurou o vereador Danilo Henrique Ballarini e o convidou a se manifestar sobre caso. Este texto será atualizado assim que houver retorno. Anteriormente, sobre o caso, a defesa do vereador vinha dizendo o seguinte:
‘As informações já foram prestadas no inquérito e serão prestadas no processo criminal. Se houvesse o estado de embriaguez não haveria possibilidade de o vereador responder por homicídio culposo, podendo até ser absolvido pelas razões do crime que serão comprovadas posteriormente na instrução processual. Com relação à omissão de socorro, também não há prova nos autos, porque a cidade de São Domingos do Norte é pequena e a Polícia Militar chegou logo em seguida. Estavam todos os envolvidos no local. As demais informações serão prestadas pela defesa no caderno processual’, diz a nota.
















































































