O Sindiupes, sindicato que representa os educadores do Espírito Santo participa, nesta quarta-feira, 19, às 18h, de uma live com representantes de sindicatos de vários Estado do país para debater a polêmica da volta às aulas presenciais este ano. Com o tema, “Escola com Covid, não responda essa chamada”, representantes da categoria deverão tirar uma decisão em comum contra o retorno às aulas ainda este ano.

Em Barra de São Francisco, o prefeito Alencar Marim, que é professor efetivo licenciado da Rede Municipal de Ensino, já se posicionou contrário à volta às aulas presenciais no Espírito Santo enquanto não houver segurança total para os envolvidos, ou seja, estudantes, professores e demais servidores das escolas, tanto públicas quanto particulares.
Alencar Marim disse que, como professor, prefere que as aulas presenciais não retornem tão cedo. Mas, segundo o prefeito, a decisão deve ser tomada em conjunto com órgãos de saúde e o Governo do Estado. “A volta às aulas só vai acontecer se as autoridades sanitárias determinarem que há segurança”, observa Marim.
Mesmo assim, o prefeito acredita que as aulas não devem retornar antes de setembro em todo o Estado. “Vejo com preocupação o retorno, não podemos relaxar”, afirma ele, lembrando que o ambiente escolar, com 30 ou mais alunos em sala de aula já não será possível e os cuidados devem ser extremos.
Vários outros professores, tanto da rede municipal quanto da estadual e também de escolas particulares, já demonstraram que não pretendem voltar às aulas presenciais este ano sem que haja total segurança para todos.
Maior entidade sindical da educação no Espírito Santo, o Sindiupes e as demais entidades representativas do setor e dos trabalhadores e trabalhadoras daEducação, avaliam que ainda não há condições seguras para a reabertura das escolas, uma vez que os índices de transmissão da Covid-19, contaminação e óbitos continuam altos.
“Outro agravante é o fato de o setor educacional envolver um expressivo quantitativo de pessoas, além da comunidade escolar, impactando o transporte público, o transporte escolar privado, prestadores de serviços e diversas outras categorias de trabalhadores. Portanto, qualquer decisão ou especulação nesse sentido por parte dos municípios ou do Estado é extremamente grave e irresponsável, pois colocará em risco de morte milhares de professores e demais trabalhadores em educação, estudantes e seus familiares, além de toda a sociedade capixaba”, afirma o sindicato. (Weber Andrade)










































































