
Apenas 18 dias após ser nomeado, Tadeu Alencar (PSB) desistiu do cargo de ministro do Empreendedorismo, Microempresa e Empresa de Pequeno Porte. O anúncio foi feito nas redes sociais. Procurador da Fazenda Nacional, ele afirmou que o posto é uma “honra para qualquer servidor público de carreira”, mas que a nomeação gerou “tensões indesejadas” dentro do partido.
“É indispensável que o governo, desde logo, possa gastar a sua energia para continuar melhorando a vida da população, com inclusão e combate às desigualdades. Desta forma, conquanto se cuide de prerrogativa do chefe do Poder Executivo, mas também espaço de indicação partidária, não me sinto à vontade para seguir à frente da pasta, sabendo que tal continuidade, por motivos alheios à minha vontade e à minha pessoa, alimenta tais tensões”, escreveu.
O ex-ministro destacou ainda que não articulou sua indicação. “Com responsabilidade com o governo do qual fazemos parte, busca-se unidade e pacificação.”
Antes da nomeação, Alencar ocupava o cargo de secretário-executivo da pasta. Em meio à saída de outros ministros, auxiliares diretos acabaram sendo promovidos. “Precisamos, rapidamente, superar divergências e começar a trabalhar em favor do Brasil”, afirmou.
Em outro trecho, disse deixar o cargo “de cabeça erguida”. “Se o tempo foi curto, não há problema, a vida é breve.” Ao final, agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela nomeação e reafirmou compromisso com o projeto de governo.
“Que o nosso PSB, de Mangabeira (Unger), de (Miguel) Arraes, de Eduardo Campos, de Geraldo Alckmin, de João Campos — que nos lidera em quadra tão desafiadora —, de tantos que lutaram pelas franquias democráticas e contra as injustiças, tenha cada vez mais consciência da tarefa que lhe pesa sobre os ombros. Os cargos, esses são passageiros, mas o ideal permanece, e é ele que nos guia, sempre!”









































































