Ele nasceu em Barra de São Francisco, há 51 anos, e conta que desde criança tem uma atração muito grande por ouro e prata, joias e bijuterias. Quem mora no município fica curioso e muitos chegam a chama-lo de louco. Mas, quem conversa com ele, percebe que Vanderlei Galego – assim ele gosta de ser chamado – parece ter mais juízo do que muita gente por aí.
Morador do Bambé, ele não conta como consegue tanto cordão, pulseira, chaves e bijuterias. Até mesmo um colete, do tipo usado por policiais ele está ostentando nos últimos dias. Às vezes usa um gorro, às vezes, como hoje, um chapéu, mas a ornamentação de Vanderlei é sui generis.
“Eu gosto de usar cordões, adoro chaves, desde criança eu tenho essa atração por coisas bonitas e, ao longo do tempo fui comprando e vendendo coisas. Hoje nem sei dizer a quantidade de peças que tenho”, descreve.
Vanderlei, neste sábado, decidiu trabalhar de vendedor ambulante. Despreocupado, ele armou um pano preto na calçada central da avenida Jones dos Santos Neves, ao lado do ponto de táxi da praça Senador Atílio Vivácqua, onde expõe muitas bijuterias, roupas e até sapatos da moda. “Tem um Ferracini novinho ali”, descreve ele, e aponta também uma pasta executiva em couro. “serve pra guardar o notebook”, explica. (Weber Andrade)












































































