Quem já viu uma nota de R$ 200? Quem já teve oportunidade de manusear uma delas? Um comerciante francisquense sacou duas delas da carteira esta semana, em um bar no centro da cidade, mas só entregou uma ao dono do bar. “A outra eu vou guardar, porquê estão dizendo que ela já saiu de circulação. No futuro ela vai valer muito mais”, disse ele.
A dúvida sobre se a nota de R$ 200 continua ou não em circulação está por tada parte. No bar, as pessoas que viram a nota disseram pensar que ela tinha mesmo saído de circulação. Porém, o Banco Central afirma que a nova cédula continuará sendo emitida nos próximos exercícios.

Das 450 milhões cédulas de R$ 200 impressas no ano passado, pelo menos 57,6 milhões, o equivalente a 12,8%, estão em circulação. O montante das cédulas que não está nas mãos da população fica em poder do governo. O Banco Central informou que libera as cédulas de R$ 200 para circulação de acordo com a demanda e que o ritmo por enquanto está dentro do esperado.
“O ritmo de utilização da cédula de R$ 200 vem evoluindo em linha com o esperado, e deverá seguir em emissão ao longo dos próximos exercícios”, informou a instituição ao site G1.
A nota de R$ 200 foi lançada no ano passado, em meio à pandemia de Covid-19. É a sétima da família do Real e a primeira cédula de um novo valor em 18 anos. A mais recente até então, a de R$ 20, tinha sido lançada em 2002.
Questionado sobre a previsão para impressão de novas notas de R$ 200 em 2021, o BC informou que o contrato de fornecimento de cédulas para este ano ainda está em fase de análise, “sem qualquer definição de quantidades no momento”.
De acordo com a área econômica, a pandemia foi um dos motivos para o aumento da procura por cédulas no ano passado, o que levou a instituição a lançar uma nova nota da família do Real. A pandemia, explicou o Banco Central, levou as pessoas a “entesourarem” recursos em casa, ou seja, manter reserva em cédulas — algo que também aconteceu em outros países.
Outro motivo apontado foi a necessidade de fazer frente ao pagamento do auxílio emergencial. Boa parte dos beneficiários, sobretudo os de menor renda, preferiu sacar o benefício em espécie nos primeiros lotes. Depois, em um segundo momento, a Caixa Econômica Federal facilitou a transferência dos recursos e o pagamento de contas.
Valor de produção
A nova cédula, apesar da baixa utilização, é a que custa mais caro. Ao preço de R$ 325 por milheiro, o valor desembolsado no ano passado pelo Banco Central foi de cerca de R$ 146 milhões na produção das 450 milhões de unidades.
Depois da cédula de R$ 200, a de mais cara produção é a de R$ 20, com custo estimado, em 2020, de R$ 309 o milheiro. Os valores estão sujeitos à variação do dólar.
PIX em alta
A baixa utilização das cédulas de R$ 200 coincide com uma maior facilidade e redução de custos para os correntistas realizarem transferências eletrônicas. (Weber Andrade com G1 Economia)











































































